

Domingo, Setembro 11, 2005
MINHA LUANDA
Ah, sim. Evoquei Luanda na hora mais precisa.Delirei ao som dos maracatus encantados.Relembrei um abril despedaçado, de um diretor muito amado. Me vi perdida entre as muralhas de Brennand... Eu postei Alceu, lembrando Ismael, quando ele ainda me era proibido. Recitei Patativa e sua chegada no paraíso. Respeitei o intervalo para flores (dia da mulher) com Daniel Arantes.Estendi a tal "beleza latina cigana" para toda mulher. Conflituosa, me deparei com o conflituoso Mucuripe.O papa morreu e nem me vi triste. Criei cólera perante machismo. Dancei o jongo e lembrei de Oswaldo. Pois, como dizia Cascudo, "Luanda é a terra com os valores emocionais da evocação. Vive isoladamente, como célula independente e mágica de abstração e sonho. (...) Luanda é sempre uma projeção lírica, um apelo à Poesia recordadora, fórmula de compensação ao sofrimento, recurso à saudade viajeira atravessando as águas do mar". Um dia eu volto, Luanda, ou será que você virá até mim?
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